MAXXIMARKETING
Marketing ao máximo de criatividade, de soluções, de sinergia e de lucratividade. Marketing para empresas que desejam multiplicar lucros.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
SEMIÓTICA E REALIDADE.
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
MARKETING HUMANIZADO: AÇÃO NOS MERCADOS HUMANOS, INCLUSÃO E CONSTRUÇÃO CIVILIZATÓRIA
Marketing, conceitualmente, significa “ação no(s) mercado(s)”. Entretanto, ao longo do tempo, essa definição foi sendo reduzida a um entendimento técnico, operacional e estatístico. O mercado passou a ser tratado como um espaço abstrato de trocas, composto por números, gráficos, índices e projeções, quando, na realidade, ele é um território humano, social, cultural e simbólico.
O mercado não existe sem pessoas. Não há consumo sem desejo, nem desejo sem experiência humana. Marketing é, portanto, uma atividade humana, criada para satisfazer necessidades, atender desejos e, sobretudo, criar expectativas e experiências humanas.
Ainda assim, paradoxalmente, o que menos se estuda em Marketing são os grupos humanos. Gasta-se tempo e dinheiro em análises matemáticas e estatísticas que, isoladamente, jamais revelam aquilo que realmente orienta o comportamento: a subjetividade, a cultura, o medo, a identidade, o pertencimento e a história das pessoas.
Pensar Marketing deveria ser, essencialmente, pensar o ser humano.
2. O mercado são as pessoas: grupos humanos e suas camadas
O mercado é composto por grupos humanos, e cada grupo é atravessado por múltiplas dimensões:
Grupos étnicos
Os grupos étnicos carregam ancestralidade, memória histórica e cultura. No Brasil, a população negra (pretos e pardos) representa cerca de metade da população. Ainda assim, permanece sub-representada nos cargos de liderança e nos estratos de maior renda, fruto de uma exclusão estrutural que atravessa séculos.
Essa exclusão impacta diretamente o mercado: renda menor significa menor acesso, menor consumo e menor estabilidade econômica. Ignorar isso não é neutralidade — é perpetuação da desigualdade.
População LGBTQIA+
O público LGBTQIA+ constitui um grupo social altamente organizado, com forte identidade cultural e elevado grau de fidelidade a marcas que demonstram coerência. Não consome apenas produtos, mas posicionamentos reais. Representação simbólica sem prática concreta é rapidamente rejeitada.
Religiões, dogmas e costumes
Católicos, evangélicos, espíritas, religiões de matriz africana, judeus, muçulmanos, budistas: cada grupo religioso possui dogmas, valores morais, rituais e usos que influenciam hábitos de consumo, escolhas de marcas e percepções de valor. Respeitar a fé é respeitar a identidade profunda do indivíduo.
Escolaridade, intelectualidade e cultura
Escolaridade formal não equivale, necessariamente, a nível intelectual. Há indivíduos com enorme repertório cultural e sensibilidade crítica fora da academia, assim como há alta escolarização sem compreensão humana. Marketing humanizado comunica com clareza, respeito e empatia — não com arrogância técnica.
Pobreza, desigualdade e oportunidades
A pobreza não é falha individual, mas consequência de estruturas sociais desiguais. Para milhões, consumo não é status, é sobrevivência. Ampliar oportunidades econômicas significa ampliar o próprio mercado. Inclusão gera renda. Renda gera consumo. Consumo gera estabilidade social.
3. Marketing como força civilizatória
Marketing não é apenas uma ferramenta de venda. É uma força civilizatória. Ele molda narrativas, legitima comportamentos e influencia valores sociais. Empresas que pagam mal, exploram e precarizam não fortalecem o mercado — enfraquecem-no. Funcionários mal remunerados consomem menos, adoecem mais e tornam-se instáveis. Funcionários bem remunerados, protegidos e respeitados tornam-se consumidores permanentes, fiéis e engajados. Compartilhar riqueza não é caridade. É inteligência econômica.
Magazine Luiza: inclusão como estratégia estrutural de Marketing
Dentro desse contexto, o Magazine Luiza se torna um caso paradigmático ao transformar inclusão em política estruturante de negócio, e não em ação pontual de imagem.
Inclusão de pessoas com deficiência
A empresa desenvolveu programas consistentes de inclusão de pessoas com deficiência, reconhecendo sua plena capacidade intelectual e suas aptidões específicas. Pessoas com deficiência visual ou auditiva, quando corretamente alocadas e com ambientes adaptados, apresentam alta capacidade de concentração, precisão e atenção — inclusive para determinadas atividades de risco ou ambientes insalubres.
Aqui, inclusão não é concessão moral, mas uso inteligente do capital humano.
Programa de trainee para pessoas negras
O programa de trainee exclusivo para pessoas negras não cria privilégio, mas corrige uma distorção histórica. Trata-se de uma ação afirmativa com respaldo legal, alinhada à Constituição Federal e ao Estatuto da Igualdade Racial.
Do ponto de vista sociológico, rompe ciclos de exclusão e amplia mobilidade social. Do ponto de vista do Marketing, fortalece a marca, gera identificação profunda com milhões de consumidores e amplia mercados historicamente negligenciados.
Violência contra a mulher: um problema estrutural
A violência contra a mulher no Brasil é estrutural e se agravou nos últimos oito anos. Os dados mostram crescimento de feminicídios e violência doméstica, com maior incidência entre mulheres negras e de baixa renda.
Mulheres em situação de violência: adoecem mais, produzem menos, consomem menos, demandam mais recursos públicos. O Magazine Luiza, ao implementar programas internos de acolhimento, proteção e canais de denúncia, e ao disponibilizar mecanismos de denúncia em sua plataforma digital, assume uma posição clara: violência contra a mulher é um problema social, econômico e de mercado. Combatê-la é também gestão eficiente de pessoas, de recursos e de sociedade.
Análise psicológica: pertencimento e dignidade
A Psicologia social demonstra que inclusão real reorganiza identidades. Ser reconhecido institucionalmente fortalece autoestima, engajamento e lealdade. Ambientes inclusivos geram trabalhadores mais criativos, mais comprometidos e menos propensos à rotatividade.
Marketing começa dentro da empresa.
7. Análise antropológica: empresas como agentes culturais
Empresas produzem símbolos. Quando uma corporação normaliza diversidade racial, proteção às mulheres, inclusão de PcD e respeito à pluralidade, ela redefine o imaginário social.
O Marketing deixa de ser persuasão e passa a ser pedagogia cultural.
O tamanho dos mercados historicamente invisibilizados, do ponto de vista mercadológico:
População negra: mais da metade da população do Brasil.
Público LGBTQIA+: milhões de consumidores altamente engajados.
Mulheres: maioria no consumo, no empreendedorismo e no mercado de trabalho.
Pessoas com deficiência: mais de 14 milhões de brasileiros.
Ignorar esses grupos não é apenas injusto — é ineficiência estratégica.
Parâmetros legais e responsabilidade do profissional de Marketing
A Constituição Federal, o Estatuto da Igualdade Racial e a legislação trabalhista sustentam juridicamente ações afirmativas e políticas de inclusão.
Cabe ao profissional de Marketing esclarecer gestores: funcionários bem remunerados são mais fiéis, consomem mais e fortalecem o mercado.
Menos desigualdade significa: mais consumo, menos violência, menor gasto público repressivo, mais investimento em desenvolvimento.
Conclusão — Marketing como projeto de civilização
Marketing é sobre pessoas.
O mercado é um ecossistema humano vivo.
Quando empresas compreendem isso, geram lucro com legitimidade, reduzem desigualdades, fortalecem a democracia e constroem uma sociedade mais justa, igualitária e civilizada.
Pensar pessoas é pensar prosperidade compartilhada.
E isso não é ideologia — é inteligência social, econômica e civilizatória.
EMPRESAS, DEMOCRACIA E A CUMPLICIDADE SILENCIOSA NA VIOLAÇÃO DA DIGNIDADE HUMANA
Não existe Democracia sustentável sem Direitos Humanos. Não existem Direitos Humanos efetivos sem igualdade de condições. E não existe igualdade de condições quando a Educação básica — especialmente o Ensino Fundamental — é tratada como um problema periférico, um custo social ou uma responsabilidade exclusiva do Estado. Essa equação não fecha. E quando não fecha, alguém paga a conta. No Brasil, essa conta tem sido paga com vidas desperdiçadas, talentos soterrados e um futuro permanentemente adiado.
A ideia de que a participação das empresas na construção de um país mais justo é opcional, filantrópica ou meramente reputacional é uma falácia conveniente. As empresas não estão à margem do tecido social: elas são parte constitutiva dele. Alimentam-se de sua força de trabalho, operam dentro de suas regras políticas, dependem de sua estabilidade e extraem valor de sua capacidade produtiva. Fingir neutralidade diante da desigualdade estrutural não é prudência — é cumplicidade.
A base de qualquer Estado civilizado está na Educação. Não em qualquer educação, mas naquela que forma o pensamento, estimula a criatividade, desenvolve o raciocínio crítico e capacita o indivíduo a interpretar a realidade, resolver problemas e conviver com a diferença. Sem isso, não há cidadania plena. Há apenas mão de obra precarizada, massa de manobra e exclusão travestida de mérito.
Democracia não é apenas um sistema eleitoral. É um processo contínuo de participação, aprendizado, conflito regulado e evolução. Liberdade não é um slogan de mercado; é o exercício concreto da igualdade de direitos em um ambiente que respeita as diferenças. E tudo isso pressupõe Direitos Humanos como fundamento, não como adorno discursivo. Quando esses pilares falham, o que surge não é crescimento econômico, mas instabilidade, violência e ruptura social.
Os mercados, gostem ou não, obedecem à mesma lógica da vida: diversidade, equilíbrio, regras e justiça mínima. Sem isso, colapsam. Não existe mercado saudável em uma sociedade doente. Não existe empresa próspera cercada por miséria estrutural. A desigualdade extrema não é apenas um problema moral — é um risco sistêmico.
Salários irrisórios, precarização do trabalho, ausência de investimento real em formação humana e educacional aprofundam desigualdades, acirram tensões e esgarçam o tecido social. O resultado é previsível: violência, instabilidade política, desconfiança institucional e um ambiente hostil aos próprios negócios. A história mostra, de forma reiterada, que sociedades profundamente desiguais não se sustentam indefinidamente. Elas explodem.
Justiça Social não é caridade. É infraestrutura invisível da estabilidade econômica. É o motor silencioso do crescimento de longo prazo. Empresas que ignoram isso não estão sendo pragmáticas; estão sendo míopes. Ao negar condições mínimas de equidade, essas organizações não apenas violam a dignidade humana — elas sabotam o próprio futuro, criando um cenário em que faltarão profissionais qualificados, cidadãos críticos e consumidores conscientes.
Quando uma empresa se beneficia de um sistema educacional falido, de salários aviltantes e de políticas públicas fragilizadas, ela se torna corresponsável — e, em muitos casos, cúmplice — dos crimes sociais cometidos contra a dignidade humana. Não por ação direta, mas por omissão estratégica. A omissão, nesse contexto, é uma escolha política.
Não há neutralidade possível. Ou as empresas assumem seu papel ativo na construção de um Estado Democrático, civilizado e socialmente justo, ou continuarão alimentando o ciclo que as ameaça. Um país que desperdiça vidas desperdiça talentos. Um país que desperdiça talentos compromete sua inovação. Um país que compromete sua inovação compromete seus mercados.
A pergunta já não é se as empresas devem participar dessa transformação social, política e econômica. A pergunta é se elas compreenderam, a tempo, que sua própria existência depende disso. Porque Democracia, Direitos Humanos e igualdade não são obstáculos ao mercado. São sua condição de possibilidade.
Ignorar isso é insistir em um modelo que produz lucro no curto prazo e colapso no longo. E a história não costuma ser gentil com quem confunde privilégio com estabilidade.
sexta-feira, 11 de março de 2022
O BRASIL DOS NEGROS E A DÍVIDA HISTÓ(É)RICA
Para um Brasil altamente miscigenado,
a discussão racial é, no mínimo, um grande despropósito. A apresentação da
questão racial, apenas pela cor da pele, é uma das maiores negações das
comprovações científicas. Não causa estranheza, que nestes tempos extremados,
de ânimos acirrados e de intolerância, as coisas relativas à diáspora
afrodescendente, provoque tanta discussão, discórdia e violências.
A chegada dos portugueses às costas
brasileiras, sem duplo sentido, iniciou um processo contínuo de miscigenação,
inicialmente com os povos originários, povos esses que são os verdadeiros donos
dessa terra. Imagine que, depois de meses, no meio do oceano, aqueles homens,
em jejum sexual, deveriam estar ávidos por “degustar” ou “se empanturrar” com
corpos femininos, fossem de onde fossem. Relatos sobre esses fatos são bastante
fartos na História da Humanidade, não seria diferente com os navegadores da Era
dos Descobrimentos.
Depois dos portugueses, chegaram por
aqui os espanhóis, os franceses, os holandeses, os ingleses, os italianos, os
judeus, os árabes, os turcos, os russos, os poloneses, os alemães, os
japoneses, os chineses e gente de todo lugar do mundo, fugindo da violência das
perseguições étnicas, das guerras, da pobreza e da fome. Ao chegarem por maqui,
até que se sentissem plenamente em casa, fecharam-se em seus grupos. Depois
foram se relacionando com outros povos e, principalmente, com os nativos. Estes
possuíam(possuem) uma atitude acolhedora sem igual, que muitas vezes foi
confundida com “facilidade” ou promiscuidade. O fato é que essa mistureba criou
esse Brasil multifacetado e plural, tanto etnicamente como culturalmente, que
tornou o brasileiro como uma “raça” indefinida, que gerou o tal “complexo de
vira-lata”, que reduz a capacidade de adaptação desse povo que, por afinidade
ou necessidade, precisou se unir, de todas as formas, para resistir e
sobreviver.
A diáspora negra, no Brasil, se deu de forma violenta e involuntária. A empáfia do europeu, que se achava superior e acreditava que tinha o direito de exercer a dominação sobre todos os povos “periféricos”, matou milhões de pessoas ao redor do mundo conhecido, escravizou os indivíduos mais fortes e capazes de garantir produção. As mulheres, principalmente as de origem nobre dos povos africanos, foram estupradas, mortas e escravizadas. A ocupação das Américas se deu, em grande parte, desse modo. Enquanto na região mais ao norte, onde hoje estão o Canadá e Estados Unidos da América, os negros escravizados não eram de povos muito diferentes, o que facilitou o surgimento de uma resistência muito forte por parte dos escravizados. No Brasil, os negros traficados/exportados/expatriados para cá, eram de várias nações que, via de regra, eram rivais em seus locais de origem. Por isso, a união dos povos originários da África, foi muito mais difícil. E, me parece que, até hoje, essa rixa permanece entre as populações negras, uma vez que se percebe uma grande diversidade de movimentos em defesa da população negra e, cada um puxa a brasa para o seu lado, um dizendo que é mais 100% negro do que o outro. A verdade, nua e crua, é que somos todos mestiços, tenhamos pele clara ou pele escura, não importa, todos temos a mistura de etnias em nosso sangue, uma mistura de europeus, asiáticos, médio orientais, indígenas e afro descendentes. Reduzir a questão do conflito racial, no Brasil, entre brancos e negros, é negar a própria História desse país.
Nunca vou negar que boa parte das
interações raciais, principalmente entre europeus e afros, foram de violência,
inclusive a sexual. Conta-se que as negras escravas, tinha o hábito do banho e
do perfume no corpo, coisa que as brancas europeias eram avessam. Agora
imagine, em plenos trópicos, debaixo de um sol escaldante de verão, não tomar banho
era, simplesmente, terrível. Então, a escolha para as “diversões sexuais”
recaía sobre as mulheres perfumadas e naturalmente belas.
O passado escravocrata do Brasil, com
o apoio da Monarquia, uma vez que o comércio de escravos (negros) era
perfeitamente legal, com feira livres para vender essas almas, deixa uma dívida
histórica sem preço e sem precedentes. O problema é que essa dívida não pode
ser paga em dinheiro, para cada um dos descendentes dos povos escravizados.
Outro engano é atribuir essa dívida histórica a todos os brancos, como se eles
fossem os culpados pela escravidão. A monarquia é que foi a grande responsável,
portanto, quem deveria ser cobrada por isso seria os herdeiros do Trono do
Brasil. Mas o Brasil é uma República, não uma monarquia. Outra coisa,
existiram, também, negros senhores de engenho, que possuíam muitos e muitos
escravos negros, o que lhes auferia status social e um sinal de riqueza. Então,
de quem deve sar cobrada a dívida histórica?
Que existe uma dívida histórica, não
resta a menor dúvida. Ela deve e precisa ser paga. Mas não pode e nem deve ser
paga em dinheiro vivo, esta dívida deve ser paga com políticas de equidade,
organizadas e implementadas pelo Estado Brasileiro, juntamente com o conjunto
da sociedade, através dos seus mais variados representantes, organizados ou
não, a fim de encerrar de vez, o abismo existente entre os mais ricos e os mais
pobres, com uma presença de negros desproporcional entre essas classes, onde os
negros predominam entre os mais pobres. Essa dívida deve ser paga com a
garantia real de igualdade de oportunidades, através de serviços públicos de
altíssima qualidade, através da Saúde, da Educação, da habitação e do
Saneamento, criminalizando e punindo, de fato, quaisquer atos de violência
étnico-racial e/ou discriminação, seja o indivíduo de qualquer espectro étnico
ou social. As pessoas, não importa a origem, credo ou o que for, merecem
dignidade. O grande preconceito, no Brasil, não é, apenas, contra os negros, é,
principalmente, contra os pobres. E os negros, em sua maioria, estão
localizados nesse espectro social.
Existem representante de movimentos negros que EXIGEM a reparação da dívida histórica em dinheiro, com depósito realizado diretamente na sua conta bancária, com cifras que chegam a mais de sete dígitos, antes da vírgula, de forma a se tornarem milionários. Uma atitude egoísta e individualista. Mas isso não zera essa conta histórica. Essa conta não fecha e nunca será fechada, se não for discutida de forma equilibrada, inteligente e civilizada, que possa resolver o problema de todos, inclusive dos brancos que se sentem culpados pela diáspora africana, por conta dos seus ancestrais. Reivindicação egocêntrica e presunçosa, com disfarce de ação reparadora e inclusiva, não passa de um sentimento vil e rasteiro de vingança.
A dívida histórica é, e sempre será,
da Monarquia, que a República precisa resolver, com a criação de condições para
que negros pobres (e brancos pobres) tenham as mesmas oportunidades e
possibilidades que possuem as elites, elites essas que abrigam muitas pessoas
negras.
A separação de negros e brancos em
guetos, nos bancos escolares, no transporte coletivo enfim, em todos os
lugares, é a reivindicação de muitos brancos reacionários e outros tantos
negros descerebrados. Ambos querem a mesma coisa, a recriação do apartheid, da
África do Sul, e das revoltas e cisões raciais nos Estados Unidos dos anos
1950/1960, o retorno das políticas nazistas de purificação racial e ao caduco eurocentrismo
medieval, re-criando uma versão deformada afrocentista, com todas as ideias
medievais delirantes, que pregavam que a Europa era o centro do mundo, ainda
hoje representada em muitos mapas. A Europa acreditava que o restante do mundo
era uma periferia selvagem que precisava ser civilizada, domesticada,
cristianizada, conquistada e europeizada.
Essas vertentes separatistas, entre
brancos e negros, no Brasil, trazem consigo a ignorância histórica dos
negacionistas, tanto do lado dos negros intransigentes, como do lado dos
brancos intolerantes, mostrando que essas diferenças ínfimas e sem a menor
importância, os tornam profundamente iguais.
Puro retrocesso.
Magé, 11 de Março de 2022.
Edson Oliveira
Publicitário e Diretor de Marketing
do Instituto Água
terça-feira, 11 de junho de 2019
PODER E SEDUÇÃO
domingo, 7 de abril de 2019
MIOPIA
quinta-feira, 3 de maio de 2018
A TEORIA DA MOCHILA
sábado, 15 de outubro de 2016
DOS CAÇADORES DE POKÉMON, AO CONVÍVIO DIÁRIO COM AS REALIDADES VIRTUAL E AUMENTADA
















